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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Primeira Parte - Entrevista com Paulo Fontenelle

Foto do filme Mauro Shampoo - direção de Leonardo Cunha Lima, Paulo Henrique Fontenelle
O BLOG CURTAS entrevistou o diretor Paulo Fontenelle sobre a produção do documentário que conta a história de Mauro Shampoo, cabelereiro e ex-jogador de futebol que ficou famoso por jogar no Ibis Sport Club conhecido como o Pior Time de Futebol do Mundo.
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BC - Como surgiu a idéia do argumento de Mauro Shampoo? O que te motivou a fazer o filme?

"Eu tinha acabado de fazer o meu primeiro curta-metragem de ficção e estava completamente sem dinheiro. Um dia numa conversa com o meu amigo Leonardo Cunha Lima, que tinha sido um grande companheiro nesse primeiro filme, ficamos bolando um próximo projeto. Como estavámos sem reservas financeiras, ficamos buscando uma maneira que fosse possível realizar algo com pouco dinheiro e uma equipe reduzida. Pensamos em um documentário, apesar de que a nossa vontade era fazer mais um filme de ficção. O plano, então, foi fazer um documentário sobre algum tema que fosse surreal demais para ser verdade. Foi quando veio a nossa cabeça a história do Ibis, um time que, no país do melhor futebol do mundo, entrou para a história como o “pior de todos”. Passamos dois anos pesquisando a história do time, de seus personagens e casos folclóricos com a intenção de fazer um longa-metragem. Como não conseguimos arrecadar dinheiro suficiente para um longa, resolvemos começar o projeto com um curta independente, feito do nosso próprio bolso sobre o jogador símbolo do time."

BC - Como foi a produção do curta? Foi fácil realizar o filme?

"Não tínhamos dinheiro nem equipamento. Pegamos duas câmeras emprestadas, um microfone quebrado e várias fitas Dvs recicladas. Usamos nossas milhas de viagem e fomos para Recife, onde ficamos praticamente um mês hospedados na casa da família da produtora do filme, Daniele Abreu e Lima. Filmamos mais de 30 horas de material. Quando voltamos para o Rio, ficamos com o material parado por vários meses, pois não tínhamos tempo devido aos nossos trabalhos. Até que o Leonardo recebeu uma proposta de ir morar na Nova Zelândia, então tivemos que apressar as coisas, pois corríamos contra o tempo. Editamos o filme na casa da editora Tainá Diniz, durante um mês. O meu amigo Oswaldo Montenegro fez a trilha sonora e editamos o som, no estúdio do meu amigo Carlos Toré, durante os quatro dias que antecediam a viagem do Leonardo. No segundo dia de edição de som, a luz do estúdio foi cortada, pois o sócio do Toré esqueceu de pagar a conta. Desmontamos todos os equipamentos e transformamos um quarto da minha casa em estúdio. No final, conseguimos e entreguei o DVD com o filme para o Leonardo praticamente na sala de embarque. A partir daí, foi uma longa espera para poder apresentá-lo nos festivais. Ele já tinha sido rejeitado em três festivais quando veio a notícia de que por um erro de informação na inscrição, o filme tinha ficado de fora do Festival de Recife. Isso me causou um desânimo enorme e pensei até em desistir de fazer uma carreira com o filme, afinal Recife sempre foi o nosso grande objetivo, por todo lado emocional e pelo tema ligado a cidade. Eu não conseguia entender tanta recusa por parte dos festivais. Acabei indo para o Recife mesmo assim para tentar uma exibição hour concours, ou alguma forma de mostrá-lo ao povo recifense, principalmente o próprio Mauro. Chegando lá, eu e Mauro Shampoo montamos uma banca de cabeleireiro na porta do Centro de Convenções, onde eram exibidos os filmes. Fizemos isso nos três últimos dias do Festival. As pessoas que iam entrar no cinema ficavam curiosas em saber quem era aquele maluco vestido de jogador cortando cabelo das pessoas de graça e anunciando um filme que não estava no festival e que ninguém ia ver. Essa tática ecoou tanto que o filme acabou sendo exibido na noite de encerramento do festival para quatro mil pessoas, sendo aplaudido de pé no final da sessão. Mauro chorava muito. Foi um momento de grande emoção. Isso gerou uma repercussão enorme e dez minutos depois, na própria sala de exibição, já tínhamos sido convidados para outros quatro festivais. Logo depois veio o Festival do Rio, no qual o filme se consagrou recebendo três troféus. Depois, foram mais de 20 outros prêmios nos festivais do Brasil e do mundo."

BC - Você já conhecia Mauro dos tempos em que ele era jogador de futebol?

"Não, mas me lembro de quando eu tinha 12 anos de me divertir com matérias que passavam no Globo Esporte falando da existência do “pior time do mundo”. Quem diria que mais de vinte anos depois eu estaria contando essa história."

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Segunda Parte - Entrevista com Paulo Fontenelle


Foto do filme Mauro Shapoo - direção de Leonardo Cunha Lima, Paulo Henrique Fontenelle

Segunda parte da entrevista com o diretor Paulo Fontenelle, que realizou o curta Mauro Shapoo - sobre um cabelereiro e ex-jogador de futebol famoso por jogar no Ibis Sport Club conhecido como o pior time do mundo. Paulo também dirigiu mais recentemente o documentário LOKI, sobre o músico Arnaldo Baptista.

BC - A produção do curta contou com uma pesquisa prévia? Quanto tempo foi necessário para embarcar na história de Mauro antes de filmar propriamente?

"Como disse no começo, nossa intenção inicial era fazer um longa sobre o Íbis. Passamos uns dois anos pesquisando tudo sobre o time e seus jogadores. Tínhamos uma idéia muito clara sobre o Mauro Shampoo, mas quando desembarcamos em Recife essa idéia foi desmontada quando além do personagem, conhecemos o Mauro Torpe, o cidadão do dia-a-dia. Esse mês em que passamos juntos nos ajudou a compreender mais a pessoa, que além de um personagem bem humorado, é um lutador que busca, com honestidade, desenvolver o seu trabalho, cuidar da educação dos filhos e que usa o bom humor como uma maneira de superar as dificuldades da vida. Coisas que não constavam na pesquisa e que tivemos que vivenciar. Isso é o fascinante num documentário. Quando você começa, nunca sabe a que caminhos ele vai te levar."

BC - Você já tinha feito outros curtas antes?

"Minha carreira no cinema começou movida pelo amor. Não exatamente amor pelo cinema, mas por uma menina. Eu tinha acabado de terminar um namoro de dois anos e estava numa tristeza imensa. Alguém me falou que a praia era o melhor lugar para espairecer. Aceitei o conselho e tirei um dia de folga para mergulhar no mar que, infelizmente, naquele dia estava de ressaca e eu quase sofri um afogamento. Fui para casa traumatizado por essa experiência de quase morte com a sensação de que a vida era curta e, se eu quisesse seguir uma carreira, precisava sair do mundo das idéias e fazer alguma coisa. Sentei na frente de um computador e, em quatro horas, escrevi um roteiro em homenagem a minha ex-namorada. Resolvi transformar em filme que se chamou “Carolina, Maçãs Crocantes”, no qual eu contava a nossa história por meio de 11 personagens diferentes. Foi um curta de 30 minutos que pouca gente viu, pois não coloquei em nenhum festival, mas foi muito bem recebido nas vezes que foi mostrado na telona. Aí você vai me perguntar: “depois desse filme, ela reatou o namoro?” e eu respondo: NÃO. Mas no filme o casal termina junto. Isso que é bonito no cinema. Você faz da vida o que você quiser e o que você achar mais bonito podendo até se dar ao luxo de corrigir aquilo que na vida real não tem volta."

BC - O que você acha do formato curta-metragem?

"Acho que cada história deve se adaptar ao tamanho dela. Hoje vejo muita gente com a ansiedade de partir logo para um longa-metragem e acabam esticando demais uma história, estragando o que poderia ter sido um excelente curta. Muita gente nos aconselhava a transformar o Mauro Shampoo num longa, afinal tinha mais de 30 horas de gravação e muita coisa boa foi cortada. Eu e o Leonardo recusávamos isso, pois sabíamos que isso não passava de pura vaidade. 22 minutos está mais do que suficiente para contar a história do Mauro Shampoo. É o tempo para as pessoas rirem, se emocionarem e irem para casa com uma boa sensação. Acabei de fazer o “Loki – Arnaldo Baptista”, tenho projetos de outros longas, mas com certeza vou continuar fazendo curtas quando achar que a história se adapta a esse tamanho."

BC - Tanto Mauro quanto Loki são documentários, você considera que essa seja a sua linha de cinema?

"A minha preocupação é sempre buscar uma boa história, seja na vida real ou não. Tenho projetos tanto de ficção como de documentários. Meu primeiro curta foi um filme de ficção baseado na minha própria vida. Shampoo e Loki, por outro lado, representam aquilo que me motiva fazer documentários: histórias reais que, de tão ricas, mais parecem ficção."
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BC - Qual foi a motivação para fazer Loki?

"Em dezembro de 2004, eu fui até Juiz de fora fazer a minha primeira entrevista com o Arnaldo Baptista para um programa do Canal Brasil chamado “Luz, Câmera, Canção!”. Saí de lá fascinado com a personalidade e com a história desse homem que até então eu pouco conhecia. Passei o ano de 2005 preparando o programa, lendo e ouvindo tudo que se referia ao Arnaldo. Quanto mais eu conhecia a sua história, mais eu me apaixonava. Ao mesmo tempo, não conseguia compreender como um artista tão importante para a nossa cultura tinha vivido esse tempo todo tão esquecido e com seu valor diminuído pela mídia. O episódio foi ao ar no final de 2005. Apesar da ótima repercussão, foi meio frustrante ver uma vida tão cheia de acontecimentos ser resumido em apenas 30 minutos. Foi quando, junto com o produtor executivo André Saddy, tivemos a idéia de expandir o projeto para o que, no final se tornou o primeiro longa-metragem produzido pelo Canal Brasil."

BC - Quanto tempo o filme levou para ficar pronto, desde a idéia até as salas de cinema?

"Depois que o programa foi ao ar, foram mais dois anos e meio de trabalho árduo até a primeira exibição no Festival do Rio. Durante esse tempo, acompanhamos a vida do Arnaldo, remexemos em arquivos de imagem, entrevistamos pessoas que fizeram parte da história de vida dele, garimpamos materiais inéditos. Juntamos tudo para fazer um filme que fosse além de tudo o que já foi contado sobre o Arnaldo. Um filme que eu, como admirador e como pesquisador da história da música, gostaria de ver."

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Última Parte - Entrevista com Paulo Fontenelle


Última parte da entrevista que o BLOG CURTAS fez com o diretor de cinema Paulo Fontenelle. Paulo dirgiu junto com Leonardo Cunha Lima o curta Mauro Shampoo. E mais recentemente lançou o documentário sobre Arnaldo Batista - LOKI.
Foto de Paulo Fontenelle -

- Foto com Mauro no Festival do Rio
BC - Você ficou satisfeito com o resultado final de Loki? Ou se pudesse teria feito alguma coisa diferente?

"Lamento apenas a falta de conservação do acervo de algumas televisões. É triste ver que muita coisa foi apagada dos arquivos ou perdidas em incêndios. É triste saber que durante o ano de 1969, os Mutantes apresentaram semanalmente o programa Divino Maravilhoso na Tupi e não sobrou nenhum episódio para arquivo. Alem disso, vários filmes super-8 pessoais do Arnaldo simplesmente desapareceram. Continuo procurando. Uma pena, mas acho que conseguimos fazer o melhor possível com as condições que tivemos. Às vezes, ficamos pensando no que poderia ter sido feito com mais estrutura, mas isso não passa de pura lamentação. Talvez não ficasse melhor. Essa vontade de vencer, apesar das adversidades é que nos deu a união necessária e a determinação de chegarmos ao resultado final."

BC - Quais são seus próximos projetos?

"Tenho alguns engatilhados. Uma ficção e dois documentários, mas ainda dependem dos acertos finais para começarem."

BC - Você acha que o curta-metragem é um formato que deveria ser mais aproveitado pela televisão brasileira?

"Hoje já existem canais que incorporaram o curta-metragem na sua grade de programação. O Canal Brasil é um desses canais que valorizam o formato. Seria lindo se as outras emissoras seguissem o exemplo. Mas acredito que existem outros lugares que o curta seria uma ótima opção, como em viagens de avião, ônibus, e até sessões de cinema na hora do almoço a preços populares."

BC - Você acha que um documentário é sempre a visão do diretor? Ou ele pode ser imparcial?

"Não existe imparcialidade no documentário. Quem disser que existe está mentindo. O tema é sempre retratado a partir da experiência que o cineasta viveu. Em Loki, eu poderia ter embarcado no enfoque que muitos já deram sobre o Arnaldo explorando o estereótipo da loucura. Preferi contar a sua história longe da imagem do mito. Procurei ser o mais imparcial possível, ouvindo todos os lados da história, mas no final a visão do diretor está sempre presente na condução do filme, na utilização da trilha sonora, da montagem e de outros recursos fílmicos para buscar a emoção e a reação do espectador. Mauro Shampoo, já foi retratado várias vezes como um personagem folclórico e eu e o Leonardo buscamos o lado humano dele, sem perder o humor. Acho que a única maneira de ser imparcial é colocar uma câmera parada filmando 360 graus em plano seqüência. Mas aí o filme seria um saco."

BC - Qual cineasta te inspira e por quê?

"Na parte musical eu gosto muito de um diretor Uruguaio chamado Pablo Cosacuberta pelos trabalhos que ele faz com o Jorge Drexler e Paulinho Moska. Nos documentários, Errol Morris, apesar do estilo dele ser bem diferente do meu. Admiro Julio Meden, Michel Gondry, Kyeslovsky e Roman Polansky. Mas, sem dúvida, o cineasta que mais me inspira é o Paul Thomas Anderson, pela sua maneira singular de contar as histórias baseadas na casualidade. Histórias sempre recheadas de sentimentos sem nunca perder o senso de humor. Tive a rara oportunidade de assistir alguns de seus curtas e é possível ver como sua técnica foi se desenvolvendo nesse formato. Muitas cenas usadas em seus curtas foram copiadas e aprimoradas mais tarde em seus longas como Hard Eigth, Boogie Nigths e Magnólia. É um cineasta completo que soube usar o curta metragem como uma ótima escola."
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Para ler a entrevista completa com Paulo Fontenelle e assistir ao curta-metragem Mauro Shampoo clique aqui - http://www.blogcurtas.blogspot.com/search?q=mauro+shampoo

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Terceira Parte - Entrevista com Paulo Fontenelle


Foto do diretor do curta Mauro Shampoo e do documentário Loki - Paulo Fontenelle.

Terceira parte da entrevista que o BLOG CURTAS fez com o cineasta Paulo Fontenelle.



BC - Fale um pouco sobre a produção de Loki, como foi falar sobre um dos maiores ícones da música nacional, o criador dos Mutantes?

"Conviver esses anos todos perto do Arnaldo foi uma experiência enriquecedora tanto no sentido cultural como na capacidade que ele tem de ampliar nossa visão de mundo. Sua visão peculiar sobre todos os aspectos da vida, a sua simplicidade é algo por si só inspirador. Quando se junta tudo isso ao fato de estar diante de uma das figuras mais importantes da história de nossa música, nada me resta a não ser agradecer o privilégio de ter vivido esses momentos."

BC - Foram muitos meses de pesquisa antes de começar a filmar? Como foi a convivência com Arnaldo?

"Quando começamos a filmar a minha pesquisa já estava praticamente feita pelo tempo que passei preparando o programa de 30 minutos. Porém, muito mais importante do que você ler um livro ou estudar um assunto é viver as experiências. Somente quando comecei a conviver com o Arnaldo é que pude perceber toda a sua poesia, genialidade e contradições. É a partir dai que você consegue compreender o artista. Busquei então fugir do estereótipo com que sempre se retratou o Arnaldo."

BC - Quando o filme estréia nas salas de cinema? Você teve problemas com a distribuição e divulgação do filme, ou está sendo um processo tranqüilo?

"A princípio o Canal Brasil não tem interesse em lançá-lo em circuito comercial, devido ao alto custo que isso implicaria. Então o filme seria exibido no circuito de festivais, depois iria para a TV e depois DVD. Mas isso pode mudar. O filme teve uma repercussão enorme entre os fãs e mesmo em quem não conhecia a história do Arnaldo e esse entusiasmo pode trazer algum fruto. Vamos ver o que acontece."

BC - Como foi passar do curta-metragem para o longa-metragem? É necessário começar pelo curta, para depois se aventurar no longa?

"Não foi nada muito especial. A única diferença é que eu tinha uma historia maior para contar. Por mais que o estudo e a teoria sejam algo fundamental para um bom profissional, nada substitui a prática. Na maioria das vezes, a melhor maneira de praticar é realizando curtas, onde você pode experimentar, errar, desenvolver seu estilo, principalmente pela liberdade criativa que ele oferece."

BC - Como você vê o mercado de cinema nacional no país? Filme nacional tem público?

"Sim, tem público. O grande problema é fazer o filme chegar até ele. Hoje, a distribuição ainda é o grande obstáculo do cinema brasileiro, além, é claro do preço cobrado pelos ingressos. Mesmo assim, acho que é sempre benéfico atitudes como o mês do filme nacional para estimular o crescimento e o interesse dos espectadores."

BC - Como está a carreira de Loki pelos festivais?

"Não poderia ser melhor. O filme estreou no Festival do Rio, no qual foi ovacionado por mais de dez minutos no final da primeira sessão. A repercussão foi ótima e o filme ganhou o prêmio de melhor documentário pelo voto popular. Em seguida fomos para a Mostra de cinema de São Paulo, onde a reação do publico foi igualmente fantástica, com todas as sessões lotadas e recebemos também o prêmio do público de melhor documentário."

BC - O Arnaldo Batista assistiu ao filme? Se sim, ele gostou?

"Sim. Ele se emocionou bastante ao ver sua vida passar diante de seus olhos com todos os momentos bonitos e difíceis que ele viveu. Ele costuma dizer que esse filme consegue deixar claro que ele será sempre o Rebelde entre os rebeldes."
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Para ler a primeira e a segunda parte da entrevista com Paulo Fontenelle e assistir ao curta Mauro Shampoo - clique:

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mauro Shampoo - Jogador, Cabelereiro e Homem

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Diretor - Leonardo Cunha Lima, Paulo Henrique Fontenelle
Ano - 2005
Duração - 20 min
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Sinopse: "Mauro Shampoo, cabelereiro e ex-jogador de futebol, ficou famoso por jogar no Ibis Sport Club conhecido como o Pior Time de Futebol do Mundo."